21/Dez/2011

À meia-noite de 31 de Dezembro os funcionários da Opel vão brindar ao início do Ano Novo e celebrarão também o 150.º aniversário da marca. Em 1862, o fundador Adam Opel dificilmente teria imaginado que a sua empresa viria um dia a tornar-se num dos maiores construtores automóveis da Europa.
Nesse ano, Adam Opel começou a utilizar a oficina de ferreiro do pai, em Rüsselsheim, na Alemanha, para fabricar máquinas de costura. O negócio prospera rapidamente. Segue-se a comercialização de bicicletas com o lançamento, em 1886, da primeira Velociped. As bicicletas de Rüsselsheim tornam-se populares num ápice. A Opel não tardaria a acrescentar motociclos ao seu catálogo de produtos, assumindo-se como líder deste mercado. Em 1899, a empresa alarga o seu âmbito industrial e dá início à produção de automóveis. Estava dado o primeiro passo num percurso de enorme sucesso. Hoje, a Opel é o construtor de automóveis com maior tempo de actividade na Alemanha, logo a seguir à Daimler-Benz.

Corria o Outono de 1902 quando a Opel apresentou com a devida pompa o seu primeiro modelo – um reluzente Lutzmann com motor 10/12 cv. Rapidamente os automóveis começam a usufruir de crescente popularidade na sociedade da época. Em 1906 saem da linha de produção mais de mil Opel. Apenas oito anos volvidos, a marca já tinha ultrapassado todos os concorrentes e constituía-se como o maior construtor automóvel da Alemanha. A ascensão da Opel deve-se à concepção de automóveis acessíveis que rapidamente atingem estatutos de best-sellers, como o Doktorwagen (1909) ou o Puppchen (1914). Estes modelos fundaram a filosofia Opel que perdura até aos nossos dias: dar acesso a automóveis de elevada qualidade, fiáveis e acessíveis, a um grande leque de pessoas.

Os anos vinte do Século passado constituem um marco decisivo no espírito pioneiro da Opel. É a era dos modelos Laubfrosch e Rakete. O primeiro, lançado em 1924 com um pequeno motor de 12 cv, inaugura a história da linha de montagem automatizada da Opel. Em 1928, Fritz von Opel enche as notícias dos jornais ao bater o recorde mundial de velocidade em terra, na pista de Avus, em Berlim. O Opel Rak, propulsionado a foguete, alcança 238 km/h, um feito inimaginável à época. Um ano depois, a Opel aventura-se nos céus com o Opel-Sander Rak1 a descolar de um campo nos arredores de Frankfurt, no primeiro voo de foguete tripulado de sempre, embora de curta duração.

1929 assinala o início de tempos difíceis para a indústria automóvel. O colapso da economia mundial desencadeia a crise económica global que atira milhões de pessoas para o desemprego. Terminavam os "loucos Anos Vinte". Porém, a Opel reage com rapidez e encontra no gigante americano General Motors um parceiro forte. O fabricante de Rüsselsheim consegue consolidar a posição no mercado e, em 1935, a sua produção anual ultrapassa a marca dos 100.000 veículos. Na gama de produtos já figura o novo camião “Blitz”, fabricado na unidade de Brandenburg.

A Opel adopta em 1935 uma inovação técnica importante. O modelo Olympia é o primeiro veículo de produção alemã com carroçaria autoportante, construída integralmente em aço. Um ano depois, com o lançamento do modelo Kadett no segmento dos automóveis compactos, a marca dá origem a uma linhagem que viria a prolongar-se por 75 anos até ao presente, através de várias gerações Kadett e Astra. Em 1936, a Opel é o maior construtor automóvel da Europa, com uma produção anual superior a 120.000 automóveis.

Eclode a II Guerra Mundial e a Opel interrompe a produção. Volvidos esses anos negros, modelos inovadores como o Rekord, o Olympia Rekord, o Rekord P1 e o Kapitän, ficam indelevelmente associados à recuperação económica da Alemanha no pós-guerra. Mais tarde, em 1962, quando a Opel celebra o centésimo aniversário, é inaugurada a segunda fábrica da marca, em Bochum, onde arranca a produção da segunda geração Kadett. Nos Anos Sessenta, o nascimento de novos modelos viria a firmar a reputação desportiva e emocional da Opel, através dos lendários Manta e GT.

Em 1971 sai da linha de montagem o Opel número 10.000.000. Georg von Opel quebra o recorde de velocidade com propulsão eléctrica ao atingir 188 km/h, demonstrando nessa altura uma visão inédita sobre a mobilidade eléctrica. Hoje, a Opel é pioneira nesta área. O Ampera, com motorização eléctrica de 111 kW (150 cv) de potência, inova com a tecnologia de extensão de autonomia, o que o torna no primeiro automóvel eléctrico que não impõe limites na utilização.

Em 1972 a Opel é líder de mercado, detendo uma quota superior a 20 por cento na Alemanha. Em Rüsselsheim nasce uma série de modelos que revelam novos avanços ao nível da segurança, do consumo de combustível e da compatibilidade ambiental. A quinta geração Kadett surge com tracção dianteira e apresenta um coeficiente de resistência ao ar de 0,39, tornando-o num dos automóveis compactos mais aerodinâmicos de sempre. Outros Opel destacam-se nesta área, como o Omega A (CD 0,28) e o Calibra (CD 0,26).
Também nos Anos Oitenta, o controlo de emissões passa a estar sob foco. A Opel é a primeira marca alemã a introduzir o catalisador dos gases de escape, dando um enorme contributo para melhorar o ar das cidades. A partir de 1989, todos os Opel passam a ser equipados de série com esta tecnologia.
Em 1991 estreia no novo Astra o sistema de segurança da Opel, que contempla protecção contra colisões laterais, desenho especial dos bancos e tensores dos cintos. A marca volta a demonstrar o seu pioneirismo com o Frontera, modelo precursor dos actuais SUV, que ascende rapidamente à posição cimeira no segmento. O arranque de produção na nova fábrica de Eisenach, na ex-Alemanha de Leste, ocorre em 1992. Esta unidade destaca-se por aplicar os processos de fabrico mais modernos do mundo. A segunda metade dos Anos Noventa é marcada pelo lançamento de vários modelos de enorme sucesso. Um deles é o Corsa, o primeiro automóvel europeu a ser equipado com um motor de três cilindros. 1999 é o ano de estreia do Zafira, abrindo caminho à expansão do segmento dos monovolumes compactos e criando novos padrões de versatilidade nos automóveis dedicados à família.

Com o lançamento do Insignia em 2008, a Opel desencadeou o seu reposicionamento. O novo topo de gama deu início a uma nova filosofia de design da marca: arte escultural aliada à precisão alemã, pergaminho que prossegue nos recém-lançados Astra e Zafira Tourer.
A Opel e a marca irmã inglesa, Vauxhall, comercializam automóveis em mais de 40 países. A empresa conta com um efectivo de cerca de 40.500 pessoas e possui fábricas e centros de engenharia em seis países europeus. No ano de 2010, a Opel/Vauxall vendeu mais de 1,1 milhões de automóveis e comerciais ligeiros, alcançando uma quota de mercado de 6,2 por cento na Europa. Com o lançamento do modelo eléctrico Ampera, a marca inaugura um novo segmento na indústria automóvel europeia, sublinhando o seu papel pioneiro na criação de soluções avançadas de mobilidade.
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