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Opel Ampera-e dá nova dimensão à mobilidade

3/Mai/2017

  • Mobilidade elétrica para todos: 520 km de autonomia (norma NEDC1);
  • Acelerações e recuperações dignas de um ‘desportivo’;
  • Conectividade referencial: IntelliLink e Opel OnStar.
Opel Ampera-e

Com o novo Ampera-e, capaz de percorrer 520 quilómetros com uma única carga de bateria (norma NEDC), a Opel traz ao mercado o primeiro automóvel elétrico que permite a uma larga maioria de pessoas fazerem, sem preocupações, a transição para a mobilidade elétrica. O Ampera-e dá um contributo decisivo para a inauguração de um novo capítulo na História do automóvel.

 

A Opel está a lançar o novo Ampera-e primeiro nos países que já possuem infraestruturas desenvolvidas de recarregamento e que revelam ambições de se tornarem líderes no campo da mobilidade elétrica. O Ampera-e já está à venda na Noruega, aquele que é, atualmente, o maior mercado deste género de veículos na Europa. Seguir-se-ão, ainda este ano, a Alemanha, a Holanda e a Suíça.

Opel Ampera-e

Um dos argumentos mais sonantes do novo elétrico da Opel é a autonomia de 520 quilómetros (de acordo com a norma de testes NEDC), que é superior em algo como 100 km à do concorrente neste segmento que mais se lhe aproxima. A norma NEDC é relevante no sentido de estabelecer termos de comparação mas, na realidade, fatores como as características da estrada, condições atmosféricas, tipo de condução e peso transportado têm influência na autonomia. Perante isso, a Opel procedeu a testes adicionais de acordo com o perfil WLTP2 (ciclo curto). Esta norma produz resultados mais próximos da utilização em condições reais. E também aqui o Ampera-e assume verdadeiro destaque. Os engenheiros calcularam 380 km de autonomia total, mesmo sabendo que o valor variará de acordo com o estilo de condução adotado e de fatores externos. De qualquer forma, o grande obstáculo à compra de um veículo elétrico, a chamada “ansiedade com a autonomia”, já é algo do passado. Como se já não fosse suficiente o argumento da autonomia e o das vantagens para o ambiente, o Ampera-e acrescenta ainda o da dinâmica, com potência e ‘performances’ semelhantes às de um modelo desportivo convencional.

 

A atenção centrada na eficiência e na ‘performance’ está bem refletida no formato do automóvel e na colocação dos componentes. Com dimensões exteriores compactas, o Ampera-e está próximo de um Opel Corsa mas a volumetria do habitáculo supera a de um Opel Astra. Com o conjunto das baterias colocado sob o piso do habitáculo, a posição de condução ligeiramente elevada daí resultante cria uma sensação “SUV” cuja popularidade cresce entre novos clientes de automóveis.

Travando com o acelerador...

Opel Ampera-e

Mas o Ampera-e tem mais para oferecer. O revolucionário automóvel elétrico proporciona condução descontraída e praticamente silenciosa, sendo capaz de recarregar as baterias em andamento. Para tal, basta ao condutor aliviar o pedal do acelerador quando conduz em modo normal “Drive”. O Ampera-e recupera energia através do motor elétrico, o qual atua também como gerador. O efeito de travão motor é acentuado se o condutor selecionar o modo “Low”, aumentando ao mesmo tempo a recuperação de energia. Para aproveitar ao máximo o potencial de recuperação, é possível escolher a função “Regeneration on Demand” (regeneração manual), que funciona sempre que é acionada uma patilha junto ao volante. O efeito de travão motor é considerável nos modos “Low” e “Regeneração Manual”, o que permite reduzir a velocidade e até imobilizar o veículo, em tráfego normal, sem ser necessário utilizar o pedal de travão. Assim, o Ampera-e pode ser controlado apenas com o pedal de acelerador (“One Pedal Driving”), embora se torne óbvio que será sempre preciso recorrer ao pedal de travão em caso de emergência. Os primeiros modelos de simulação realizados pelos engenheiros revelaram que é possível alargar a autonomia em cerca de cinco por cento se for utilizado um dos modos de maior regeneração em vez do modo “Drive” normal, especialmente no trânsito denso das cidades.

 

O temperamento realmente dinâmico do Ampera-e deve-se, entre outros, ao binário máximo de 360 Nm debitado pelo motor elétrico. A potência é de 150 kW (204 cv). Este ‘compacto’ acelera de zero a 50 km/h em apenas 3,2 segundos e recupera de 80 a 120 km/h em 4,5 segundos (valores preliminares). A velocidade máxima está limitada eletronicamente a 150 km/h, a bem da autonomia.

Opel Ampera-e

Apesar de medir 4,16 metros de comprimento, o Ampera-e oferece um habitáculo espaçoso onde podem viajar confortavelmente cinco pessoas. A bagageira tem capacidade de 381 litros, acima da média para veículos destas dimensões. O espaço generoso só é possível graças à integração bem conseguida dos dez módulos de baterias. O conjunto completo está instalado sob o piso do habitáculo e foi concebido para se ajustar aos contornos do veículo. Isto significa que todos os espaços estão aproveitados. A bateria, desenvolvida em colaboração com a LG Chem, consiste de 288 células e tem capacidade de 60 kWh.

 

Uma vez projetadas as baterias para ocupar o espaço sob o piso do habitáculo, os engenheiros desenvolveram uma nova solução de estrutura de carroçaria que protege o conjunto acumulador e, simultaneamente, minimiza o peso. Assim, o Ampera-e recorre a aços de elevada rigidez com variados graus e a alumínio para fazer baixar o peso do automóvel sem afetar negativamente a segurança ou a durabilidade. Cerca de 81,5 por cento da estrutura da carroçaria são constituídos por aços de elevada rigidez. Para ir mais longe na meta de reduzir peso os engenheiros escolheram o alumínio para vários componentes, como o capô do motor, as portas e a tampa da mala, poupando assim seis por cento face ao que teriam obtido se tivessem utilizado aço.

 

O Ampera-e garante também conforto, mesmo em viagens longas. Ao espaço abundante é acrescentada conectividade digital total com o exterior. O Opel OnStar, com ‘hotspot’ Wi-Fi, está associado a um sistema de informação e entretenimento específico para o Ampera-e. O infoentretenimento IntelliLink é compatível com Apple CarPlay e Android Auto, permitindo a integração de ‘smartphones’. Isso significa que o condutor e os passageiros podem fazer chamadas, obter direções de navegação, trocar mensagens ou ouvir música através de ‘streaming’, controlando tudo através do ecrã tátil da consola central ou por comandos de voz. O novo ‘elétrico’ da Opel também oferece um sistema de som criado pela Bose com sete altifalantes de elevada ‘performance’.

 

1 New European Driving Cycle

2 Worldwide Harmonized Light-Duty Vehicles Test Procedure (Procedimento Mundial Harmonizado de Testes de Veículos Ligeiros)