Made in Germany: Opel celebra 120 anos de produção automóvel

Made in Germany - Opel celebra 120 anos de produção automóvel. 

18 de outubro de 2018
  • O início: Opel Patentmotorwagen em 1899;
  • Mobilidade para as massas: Doktorwagen, Laubfrosch e Kadett foram precursores;
  • Do Lutzmann ao Insignia: 120 anos de produção automóvel em Rüsselsheim;
  • O objetivo de sempre: a Opel democratiza a tecnologia.

 


Seguindo os conselhos dos seus filhos Carl, Wilhelm e Friedrich, a viúva de Adam Opel, Sophie, deu o seu acordo ao arranque da produção de automóveis, quatro anos após o desaparecimento do fundador da companhia. A aventura que começou então numa garagem em Rüsselsheim am Main, com 65 automóveis Opel Patentmotorwagen “System Lutzmann”, resultou num fenómeno de massas que acumula, no presente, mais de 70 milhões de veículos produzidos. A Opel é um dos fabricantes com mais rica tradição em todo o mundo. No próximo ano a marca comemora 120 anos de automóveis.

Desde os primeiros planos, a Opel procurou métodos de produção realmente eficientes, conseguindo dessa forma tornar os seus automóveis acessíveis a maior número de pessoas. Aliás, a Opel foi o primeiro fabricante alemão a utilizar produção em linha, logo em 1924. Isto contribuiu para que o Opel 4/12 PS “Laubfrosch” e todos os subsequentes Opel 4 PS se tornassem em ‘bestsellers’. A empresa de Rüsselsheim produziu modelos dirigidos às massas com tecnologia avançada, como o Opel P4 e o Kadett (já com carroçaria monobloco) nos anos 1930. Automóveis produzidos na Alemanha, com engenharia alemã, tornavam-se acessíveis. E esse desígnio de democratizar a mobilidade chegou até aos desportivos, quando a Opel lançou o GT em 1968.

 

Os produtos Opel sempre usufruíram de posições de destaque em todos os segmentos. Modelos como o Opel Kadett, o Rekord e o Kapitän marcaram o período da reconstrução europeia e o período do ‘milagre económico’. Automóveis emblemáticos como o Opel GT, o Manta e o Monza criaram novas tendências de estilo. Nas décadas de 1980 e 1990, Corsa, Astra e Zafira resultaram em ‘bestsellers’ e, simultaneamente, em símbolos de reunificação. Após a queda do muro de Berlim, a Opel construiu uma fábrica em Eisenach, na antiga Alemanha Oriental, e tornou-se mais popular do que nunca. O primeiro Astra alcançou 4,2 milhões de unidades produzidas entre 1991 e 1998, entrando para a História da marca como a geração de modelo Opel mais vendida de sempre. Até ao presente, a Opel manteve sempre um papel de destaque na sociedade, disponibilizando tecnologia normalmente reservada a automóveis bastante mais caros. Soluções inovadoras como os faróis de matriz de LED IntelliLux no compacto Astra (Carro do Ano 2016 na Europa e em Portugal) e no topo de gama Insignia, os bancos ergonómicos certificados pela AGR ou a extensa lista de sistemas que garantem os mais elevados níveis de segurança e de conforto, são exemplos de como a marca se destaca no propósito de democratizar a mobilidade assente em tecnologias inovadoras.

 

Do Lutzmann ao Doktorwagen: os anos pioneiros

 

A Opel faz parte do grupo restrito de pioneiros da indústria automóvel do final do Século XIX, onde constam também nomes como Daimler, Benz e Peugeot. Na primavera de 1899, depois de adquirida a fábrica de Friedrich Lutzmann, a família Opel de Rüsselsheim apresenta o primeiro Opel Patentmotorwagen System Lutzmann. Dois anos depois, uma unidade modificada deste modelo sai vencedora na Corrida de Montanha Heidelberg-Königstuhl, à frente de 16 concorrentes «inscritos por fabricantes alemães bem conhecidos».

 

Na generalidade, a indústria automóvel desenvolve-se a um ritmo alucinante. Enquanto os primeiros veículos podiam ser vistos como descendentes diretos de carruagens puxadas por cavalos, em 1909 a Opel coloca no mercado um automóvel pequeno ultramoderno, a um preço extremamente competitivo. O modelo era o Opel Doktorwagen 4/8 PS, totalmente projetado e produzido pela Opel, incluindo o motor de quatro cilindros em linha. Na publicidade, a marca prometia que se tratava de um automóvel ideal para médicos, veterinários e advogados. O Doktorwagen custava entre 4000 e 5000 marcos, enquanto muitos outros veículos à venda nesta época estavam no patamar dos 20.000 marcos. Num ápice, quando os outros constroem brinquedos de prestígio para os mais abastados e famosos, o modelo da Opel é o automóvel que está acessível a uma camada alargada da população.

Do Laubfrosch ao Kadett: mobilidade para as massas

 

Friedrich Opel - entretanto promovido a engenheiro-chefe - e Wilhelm Opel concebem uma fábrica de montagem em linha em 1924. Ford havia sido o primeiro fabricante a utilizar este método de baixo custo na América, em 1913. A Opel sempre revelara interesse pelos progressos feitos em outros países. Adam Opel tinha ficado fascinado pela máquina de costura durante os anos em que viajou em França. E, mais tarde, o System Darracq seria um dos modelos a alavancar a produção de automóveis em Rüsselsheim. Os irmãos Opel lançam, então, o 4/12 PS “Laubfrosch”. O emblemático ‘dois lugares’, capaz de atingir 60 km/h, é vendido a preço acessível graças ao método de produção em linha. Nos anos seguintes, a Opel concebe uma gama de modelos baseada na tecnologia do Laubfrosch. No total, são produzidas 119.484 unidades de modelos 4 PS até 1931.

 

O que estes revolucionários modelos representam nos anos de 1930 é assumido pelo Kadett na década seguinte. O Automóvel progride a passos largos. O Kadett sucede ao Opel P4 e destaca-se desde logo com uma carroçaria autoportante em aço, suspensão dianteira independente, motor de quatro cilindros a quatro tempos e travões hidráulicos de tambor. Os preços situam-se bem abaixo dos valores dos concorrentes diretos.

 

A designação Kadett é retomada mais tarde, em 1962, num modelo novamente avançado para a época: o Kadett A. Enquanto muitos fabricantes ainda utilizam motores a dois tempos ou motores traseiros arrefecidos a ar, a Opel proporciona o conforto de um motor de quatro cilindros arrefecido a água, uma transmissão silenciosa de quatro velocidades e diferentes variantes de carroçaria que vão da berlina à ‘station wagon’ Caravan.

 

Do Olympia Rekord aos modelos KAD: aumenta a prosperidade

 

O primeiro Opel completamente novo do pós-guerra é o Olympia Rekord, que inaugura uma nova era de estilo com formas e decoração mais exuberantes. Aqueles que têm sucesso voltam a querer exibi-lo. Assim, o ‘design’ recorre a elementos utilizados nas grandes ‘limousines’ americanas, numa época em que se iniciava o ‘milagre económico’. Ao mesmo tempo, o Olympia Rekord Caravan constitui uma oferta irresistível e cria uma nova tendência de ‘station wagon’ para toda a família. O novíssimo Opel Kapitän chega em 1954 e o Opel Rekord P2 é lançado em 1960. O Rekord A surge em 1963, com travões de disco e, um pouco mais tarde, com motor de seis cilindros. Independentemente da variante de carroçaria - coupé, berlina ou ‘station wagon’ - o familiar Rekord torna-se num símbolo da classe média bem sucedida na recém-formada República Federal da Alemanha. A Opel produz 882.433 Rekord A até 1965. Este sucesso abre caminho para os “três grandes” - em 1964, o Kapitän, o Admiral e o Diplomat (a chamada série KAD) chegam ao segmento dos veículos de luxo. A segunda geração KAD viria a elevar o patamar de conforto com uma evoluída suspensão traseira e eixo de Dion. Registe-se que, nesta altura, a Opel introduziu a coluna de direção de segurança (sistema telescópico) com o Rekord C, em 1968. Tratou-se de uma inovação que reforçou significativamente os níveis de segurança passiva.

 

Do GT ao Calibra: desportivos emblemáticos

 

Em 1964, a Opel foi o primeiro fabricante europeu a deter um moderno estúdio de Design digno desse nome. Logo um ano depois, o primeiro ‘concept car’ de uma marca europeia, o Experimental GT, faz a sua estreia no Salão de Frankfurt. E bastaram apenas 36 meses para que o Opel GT de produção em série, inspirado no protótipo, chegasse aos concessionários de toda a Europa. Nascia um desportivo emblemático que, uma vez mais, sobressaía por ser acessível. Este conceito viria a ser seguido nos anos seguintes, bem patente no Opel Manta, que partilhava a base e a tecnologia do modelo Ascona de 1970. Anos mais tarde, em 1989, o belo Calibra assenta na base do inovador Opel Vectra. O Calibra assina um recorde em aerodinâmica: Cd de 0.26. E a versão de topo de gama, o Turbo 4x4, debita 204 cv de potência, oferecendo ‘performances’ ao nível de um desportivo do dobro do preço.

Do Corsa ao Ampera: referências do mercado

 

Em 1982, a Opel faz grande sucesso com um pequeno automóvel. O Corsa A, posicionado antes do Kadett, completa uma gama diversificada de modelos e demonstra como se consegue maximizar o espaço sem comprometer prazer de condução nem economia de utilização. Cada geração Corsa, do A ao E, viria a contribuir ativamente para a democratização da mobilidade individual. Até ao presente, foram vendidos mais de 14 milhões de unidades Corsa. Em 2019, a Opel lançará uma nova geração Corsa, que acrescentará um novo capítulo à História do modelo, com uma versão de motorização exclusivamente elétrica.

 

Tal como o Corsa teve grande influência no segmento dos automóveis utilitários, o Zafira cedo se assumiu como a referência entre os monovolumes logo após o lançamento em 1999. Com lugar para sete passageiros, o Zafira destacou-se com uma engenhosa terceira fila de bancos, que podiam ser rebatidos individualmente, desaparecendo sob o piso do habitáculo. A versatilidade era um dos grandes trunfos deste modelo, que conseguia transformar-se facilmente de monovolume de sete passageiros em ‘furgão’ graças ao rebatimento dos bancos, com capacidade de carga até 1700 litros. O atual Zafira mantém todas as ‘qualidades metamórficas’, podendo até assumir-se como um ‘salão sobre rodas’ graças ao evoluído sistema de bancos Flex7 Plus.

 

Imediatamente apontado como referência, logo desde a estreia mundial no Salão de Genebra de 2009, o Ampera traçava o caminho para a redefinição da mobilidade elétrica. Eleito Carro do Ano Europeu em 2012, este modelo possui tração elétrica e um extensor de autonomia, libertando-o dos postos de recarregamento quando é preciso fazer uma deslocação mais longa. A segunda geração deste modelo é apresentada em 2016, no Salão de Paris. Trata-se de um elétrico a bateria, com autonomia de 520 km (ciclo NEDC) graças a uma evoluída bateria de iões de lítio com 60 kWh de capacidade. O motor com 150 kW (204 cv) de potência proporciona desempenho muito dinâmico. O próximo automóvel elétrico de Rüsselsheim, o Corsa-e, será dado a conhecer em 2019.

 

Do Astra ao Insignia: a nova eficiência

 

O lançamento da nova geração Astra, em 2015, desvenda um automóvel muito leve, que pesa menos 200 kg do que o anterior modelo. O leque de motores segue uma estratégia de ‘downsizing’, com cilindradas mais baixas e recurso a sobrealimentação. Pela primeira vez, o Astra possui uma versão dotada de um eficiente motor 1.0 de três cilindros com turbocompressor e injeção direta de gasolina. Do lado do equipamento destaca-se o inovador sistema de faróis de matriz de LED IntelliLux, que constitui estreia absoluta no segmento dos automóveis compactos. O Astra convence clientes e especialistas, sendo eleito Carro do Ano 2016, na Europa e em Portugal.

 

Lançado em 2008, o Insignia A é o primeiro Opel a fazer leitura de sinais de trânsito e a oferecer um sistema ‘inteligente’ de faróis, batizado AFL+. Tal como o Astra, a segunda geração do topo de gama da Opel foi concebida à luz do princípio de eficiência. A nova geração Insignia é mais leve, mais económica e, simultaneamente, mais espaçosa. As versões de topo - Insignia GSi, Country Tourer, Grand Sport e Sports Tourer - contam com um sofisticado sistema de tração integral com vectorização de binário, capaz de fazer variar a velocidade de rotação de cada roda traseira, em frações de segundo, de acordo com as situações de condução. O Opel Insignia é o primeiro automóvel de um fabricante generalista a disponibilizar esta tecnologia no segmento dos automóveis familiares.

De Mokka a Grandland X: o fenómeno SUV

 

SUV é a palavra da moda na indústria automóvel. As pessoas querem sentar-se em posição um pouco mais elevada e usufruir de melhor visibilidade a toda à volta, seja na cidade ou em viagem. A Opel cedo percebeu esta tendência e surgiu com uma proposta inédita no segmento B. O jovial sub-compacto Mokka, disponível em versões 4x4, é um sucesso imediato logo a partir do lançamento. Alguns anos mais tarde, em 2017, o Mokka X recebe a companhia dos SUV Crossland X e Grandland X. Os três membros da linha X da Opel estão equipados com tecnologia avançada, incluindo bancos ergonómicos com o selo de aprovação AGR. Bancos especialmente confortáveis foram desde sempre parte do ADN da Opel. Na verdade, há 120 anos, o Opel Patentmotorwagen System Lutzmann já exibia orgulhosamente uns excelentes bancos forrados a pele.